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domingo, 11 de novembro de 2007

Apologia do direito fundamental à privacidade:


Mais um artigo publicado por mim no blogue "Todo-o-Mundo". Isto assim é engraçado - escrevo nos blogues dos meus amigos, e como acho os textos interessantes, acabo-os por publicar no meu :D

Sou um adepto inveterado das novas tecnologias e olho para a mesma evolução com uma visão de desejo por um futuro menos catastrófico e desastroso (porque tal também é possível, fazendo a correcta utilização da tecnologia e dos seus respectivos avanços, em todas as áreas de investigação) - As novas tecnologias, na sua génese constante, não estão diametralmente opostas aos direitos fundamentais da humanidade. A humanidade é que não sabe tirar, por vezes, o devido proveito para a sua auto-evolução.

Os direitos fundamentais e garantias, surgem no sentido de criar “linhas-mestras”, guias para a vivencia, convivência e protecção do Homem, reconhecendo e tentando precaver regimes autoritários, totalitários, e absolutistas. Assim, no artigo 5º no capítulo X dos Direitos Fundamentais, estão previstos vários tipos de privacidade – desde o direito à intimidade e individualidade (etc.) ao direito à integridade da “imagem-retrato” versus “imagem-atributo”. Qualquer pessoa, antes de ser focada a sua ascendência, tem o direito à sua individualidade e intimidade. Cabe a cada um de nós, fazer a gestão do que deve e do que não deve ser transmitido.

Os regimes e estados autoritários têm início no berço e âmago da nossa educação pelos pais e famílias. É erro comum dos nossos pais, acharem-se “donos” e detentores da nossa existência, sob todas as suas formas. Todos temos, desde que nos tornamos fisicamente independentes, o direito aos nossos pensamentos mais profundos, à nossa intimidade, à nossa vida privada ou sexual. Os nossos pais, quais oleiros a trabalhar o barro, pretendem dar-nos a “forma” que acham que nos deve padecer, mas também essa forma é um direito que nos assiste, como seres individuais. Que seria da minha imagem-atributo e da minha honra objectiva (o conceito de pessoa no meio social que nos rodeia), perante a sociedade, se fossem “publicados” os meus devaneios de adolescência? E não apenas os meus – os de toda a gente.

Por mais poético e terno que possa parecer a projecção de uma imagem impoluta e “editada”, o meu cérebro não deixa de fazer a associação de imagens entre o “editor” do “The Final Cut” e a imagem castradora do censor do estado novo, munido do seu lápis azul, a corrigir e indicar o não deve ser publicado!

O ser humano, em toda a sua plenitude, é constituído por uma sequência de acontecimentos, de interacções, de defeitos e virtudes - É isso que nos incute individualidade, carácter e personalidade. Quem nos rodeia, não necessita de ter acesso ao fio condutor da nossa individualidade, pois tal informação deve ser apenas reservada a nós.

Somos muito mais do que a matéria física que apresentamos aos outros. No nosso cérebro, na nossa intimidade, nem mesmo o decoro do martelo moral pode ter acção. Serve-nos de resto, os princípios morais que nos foram incutidos, mas não os julgamentos alheios - pois também os outros têm o direito à sua intimidade, individualidade e privacidade. E tudo se poderá resumir numa única frase: A nossa liberdade acaba quando começa a dos outros.

Post Scriptum: A ficção científica, nas suas múltiplas representações, legou-nos já alguns filmes como “Blade Runner”,“Gattaca”, “Equilibrium”, “O Homem Bicentenário” (baseado na obra de Isaac Asimov - The Bicentennial Man), o “THX1138” ou mesmo o “Aeon Flux”. Todos eles, de uma forma ou de outra, referem-se às enumeras questões relacionadas com perdas de direitos fundamentais. Recomendo vivamente visualizarem com um olhar crítico e atento, os filmes supracitados (fala-vos o coração de um adepto fanático da ficção científica).

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Ando a escrever comentários em Blogues alheios, acerca do tema "comunidade virtual"

É verdade - ando a escrever nos blogues de outros cibernautas, mas "esqueço-me" de publicar posts no meu (o "esqueço-me" é pretexto de falta de paciência, claro)!!! Fica um comentário (que a mim me pareceu interessante - francamente, quanta presunção!) que deixei no blogue de uma grande amiga (com mais umas pequenas alterações ao texto original), esperando assim relançar alguns itens para discussão.

O tema da “comunidade virtual” é extremamente interessante. Mais do que a própria blogosfera, a capacidade do universo virtual é quase tão extensa e ilimitada, como a do nosso universo físico, permitindo um infindável número de abordagens.

Sem dúvida trata-se de um espaço paralelo, de uma nova dimensão, onde não só a informação circula livremente, mas de facto também nós, cibernautas e utilizadores deste mesmo espaço, podemos vestir a pele de uma entidade qualquer, diferente de nós e circular livremente – por vezes, até mesmo de forma anárquica, sem regras ou leis (o que prova os vários tipos de abusos

que surgem na comunidade virtual)! A complexidade de um avatar (como nossa projecção no mundo paralelo) apenas depende de nós próprios e da imagem ou personalidade que queremos mostrar ao universo de utilizadores virtuais.

Hoje em dia, penso que a tendência organizacional da Internet, como espaço paralelo das nossas vidas, esteja cada vez mais subdividido em pequenos sub-espaços ou sub-universos. Parece-me lógica essa cisão entre “espaço informativo” (vulgo, blogues e páginas de Internet) e “espaço de diversão” (comunidades de jogadores online, salas de chat e sub-universos paralelos (metaversos - universos de realidade virtual, como o Second Life ®).

Há na actualidade, uma autêntica diáspora para o universo virtual, justificada pela necessidade constante de expansão do ser humano.

Como cibernauta, percorro os vários universos em incursões e viagens constantes de reconhecimento, que me permitem não só alargar os meus conhecimentos, mas igualmente disfarçar os meus defeitos ou exagerar as minhas virtudes. O Second Life ® é, incontornavelmente, a realização de um tão esperado sonho, o grande passo para a concretização da exploração de universos paralelos, tão difundida pela literatura de ficção científica.

Mais do que um simples “genos” (onde até pode haver “laços sanguíneos” virtuais, se esse for o nosso desejo) a sua organização reproduz fielmente uma organização sociocultural complexa – podemos-nos organizar em clãs, vivendo de forma totalmente paralela à nossa vida real, onde possivelmente somos estranhos solitários em frente a um computador, ou num qualquer ponto de acesso à Internet. A pluralidade e diversidade existentes no espaço virtual é absolutamente fantástica - a hiper-realidade é absolutamente envolvente.

É curioso reparar na necessidade que o ser humano tem, de se afastar do plano físico, mas ao mesmo tempo reorganizar-se numa comunidade. Nunca deixamos de ser “animais sociais” – não conseguimos colocar de parte a nossa faceta humana. Não precisamos de ser ascetas, nem tão pouco queremos encontrar a solidão ou isolamento e até nos podemos “esconder” por detrás de um computador, quais eremitas da sociedade, mas os nossos sentidos primários clamam pelo contacto e proximidade da comunidade.

Pedro J. Ramos


Post Scriptum: (é tão giro ter a mania que sei falar latim) Sugiro leitura alargada sobre as teorias da hiper-realidade, publicadas pelo Humberto Eco e Jean Baudrillard (que como fotografo e poeta, tem uma visão absolutamente fantástica e apocalíptica da realidade). E claro, não esquecer a necessidade de se rever (pela enésima vez) a trilogia do Matrix.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

30 anos, a morte de um cataclismo anunciado! (ou a quebra de um mito)

Pois é, finalmente chegaram! Aparentavam doer bastante, pronunciavam depressões catastróficas, cataclismos e tudo o que de mau poderia haver...mas afinal...os 30 anos chegaram e a coisa até foi bastante divertida.

É certo que ultimamente, mesmo às portas da fatídica idade, o meu comportamento tem estado cada vez mais jovial, com comportamentos talvez até algo burlescos...mas acreditem (para quem ainda não os tenha), não custa mesmo nada e é altamente divertido!

o máximo que poderá começar a acontecer é ficar-se um pouco mais convencido, com a mania e prepotência de acharmos que já passámos por muito e que já ludibriamos a vida, tudo e todos, e que estamos cada vez mais giros e inteligentes.

Por isso, afirmo peremptoriamente tratar-se de um mito, que a passagem para os 30 anos de idade é dolorosa e depressiva

domingo, 15 de abril de 2007

300 - The masterpiece.


Pois é, carissimos e incautos viajantes:

Actualmente, e mesmo depois de já se ter explorado, experimentado e feito quase tudo, em cinema, eis que ainda se fazem obras-primas na tela preteada. O filme 300 (na minha pessoal opinião, claro) é, sem dúvida uma obra-prima do cinema moderno, um festim visual, a masterpiece.

Senão, vejamos:
O Frank Miller - escritor e artista americano, conhecido pelo grafismo noir das suas obras, juntamente com a artista de aguarelas Lynn Varley, criou uma BD de nome 300, premiada com pelo menos 3 "Eisner Awards".

A novela gráfica decorria no derradeiro momento da invasão da Grécia pelos exercitos Persas, sob o comando do rei supremo Xerxes I, e á terrivel batalha de Thermopylae no ano de 480 a.C. (10 anos antes da batalha de Marathon, onde os Persas foram finalmente vencidos), cujas tropas invasoras foram detídas por uma falange (Phalanx - formação de batalha, constituída por um número X - de 150 a 300 Hoplitas, armados com sarissas, espada e escudo) de 300 guerreiros Espartanos, guiados pelo seu proprio rei Leonidas.



Bom, basicamente, o filme é a história da BD do Frank Miller, mas com um grafismo e um visual incrivel - de facto, muito ao estilo de BD!

Os efeitos especiais, o guarda-roupa (tirando a parte das "cuecas de cabedal"), a caracterização, os cenários, a banda-sonora! Tudo é perfeito. A realizaçao é incrivel! Há muitas câmaras slow motion com "arranques rápidos" e grandes planos geniais, com cores esbatídas...bom...lindo e genial! O filme é um "orgasmo visual"!

E com aqueles actores (desde o Gerard Butler ao David Wenham) todos em pelota, e suados, acabadinhos de sair de um "holmes Place Sparta" (LOL), ali com os musculos todos em grande plano...depois admirem-se que o nº de gays comece a aumentar! :P




É um facto que o filme acaba por cair num look meio hommo erótico, com aqueles tipos todos nús, apenas com umas "cuecas" de cabedal (muito suspeito, de facto!)!! Mas isso, o realizador (que por acaso também fez o argumento do filme!) - Zack Snider, é que poderá responder...porque raio é que quis aquela gente toda naqueles "trapinhos" de cabedal?! :P

Enfim, considerações de guarda-roupa à parte, o filme é, de facto, uma maravilhosa obra-prima. Eu, sem dúvida fiquei fã...mas reconheço que é um filme violento (mas espectacularmente bem realizado e conseguido), e que não é para toda a gente - há e haverá, certamente, muita gente que não gosta do filme! Alías, como me chegaram a dizer..."não gostei nada do filme! é muito violento...e aquelas cenas de guerra, acompanhadas pelas guitarradas electricas, não fazem sentido!"!!!


Ó meus Deus...pérolas a porcos! Ok! Ok! Toda a gente tem direito à sua opinião. Desculpem! "Que seria das outras cores, se toda a gente gostasse de amarelo!"

Bom, vão ver! Eu fui...e gostei. Julguem por vós :D









Faltam novos posts - é um facto!

É verdade! As minhas mais sinceras desculpas a quem passa por este blog. De facto, não tem tido as actualizações e postagens que seria de esperar!

Sinceramente:
Pouco tempo...e pouca vontade de escrever!

Não me levem a mal...mas todos passamos por fases assim!

segunda-feira, 26 de março de 2007

domingo, 25 de março de 2007

Moonspell



Moonspell - grande concerto no Incrivel Almadense, no passado dia 24-03-2007.


O concerto foi simplesmente fantástico. Não que eles precisassem de provar qualquer coisa, mas mais uma vez reafirmaram o facto de serem, sem sombra de dúvida, a melhor banda de metal de Portugal.


O fernando tem uma presença brutal. Eles são geniais.

Foi pena não terem tocado o Luna...mas valeu a pena pela selecção de músicas antigas - até do primeiro album wolfheart (1995) e grandes músicas como o Finisterra ou Vampíria.

Valeu a pena o concerto, a companhia, tudo.


- O grande Fernando Ribeiro

Crónicas de um Universo Paralelo

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